quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Ansiedade

Todo dia é uma luta. É uma luta contra eu mesmo. É uma luta contra um cotidiano, contra um passado que resolvi deixar para trás. É uma luta que não acaba. Continua todos os dias. Meu problema é químico e a química mais simples do cotidiano comum não resolve, do contrário, atrapalha.
Todos os dias me pergunto quem sou eu. Descubro-me no mesmo lugar onde parei, sempre no começo, e não encontro a resposta para a pergunta. Sonho. Acordo. Durmo, sonho e então acordo. As sextas e sábados são as piores. Os dias de balada são um martírio. Sou um personagem solo como qualquer outro no jogo da vida. Expurgo meus demônios escrevendo estas palavras.
Demônios. Eles existem, assim como os anjos. Todos os dias luto contra eles. Distingui-los neste mundo mundo, vasto e imundo é muito difícil. Posso dizer que convivi com vários demônios e hoje tento expulsá-los de minha vida. Não consigo. É difícil ser um cidadão do mundo. Ainda mais neste mundo sujo.
Se eu pudesse, iria para o sul, buscar a pureza de um mundo novo. Buscar a pureza de um amor limpo. Buscar a pureza de um amor familiar. Este mundo velho só me corrompe. Corrompe, corrói e destrói. Mas no momento não posso. Tenho de me aguentar nesse caos urbano, esperando a hora marcada, a hora chegada. Se eu pudesse, jogaria tudo pro alto. Mas no momento, não posso.
Continuo minha luta em busca do esquecer. Continuo minha luta em busca do viver. Continuo como um lutador sem forças, que vacila na esquina do ser. É difícil abandonar o coração. Ainda mais porque é ele que bate e que dá forças a essa máquina de carne que metralha tais palavras sujas. Que Jeová Deus não me abandone nessa caminhada.

Um comentário:

Michele Alves disse...

olá, obrigada por visitar o meu blog, gostei bastante do seu, um dos exemplos para serem seguidos por Amélia . =)