quarta-feira, 26 de maio de 2010

Sobre viagens, carros, e quadros

Hoje completa um mês desde que vim para Belo Horizonte. "Putz! Isso é muito tempo!" - exclamei ao pensar no fato. Nem tinha percebido que já fazia todo esse tempo. As coisas aqui estão fluindo tão bem e numa paz tão grande que o tempo tem corrido livremente para mim. Trabalho alegre, vou para casa descansar de bem com a vida, às vezes me aventuro a ir ao Centro atrapalhar os estudos do Gabriel Belo ou encontrar os amigos para um bom papo na Praça da Liberdade. Acredito que já ampliei bastante o meu leque de amizades nesse tempo e espero que ele continue crescendo.
Nesse período, nada fora do esperado aconteceu comigo, pelo menos na capital dos mineiros, mas acredito que na Cidade das Areias Brancas a coisa não está mais a mesma (em certos pontos). Há uma incerteza sobre o que vou sentir quando voltar à minha terra depois de três semanas fora. Até semana retrasada, eu não tinha passado nenhum fim de semana em Belo Horizonte desde que vim para cá, mas depois de passar o primeiro pude perceber que não é tão ruim como eu imaginaria que fosse. Confesso que ainda sinto muita falta da Praça da Matriz. Passar domingos sem ir pra por volta de 7 da noite e escutar MP3 ou jogar DS enquanto observava o movimento das "minichickens" me fazia muito bem.
Confesso que eu mesmo fiquei surpreso com o comentário da Geralda (uma colega de trabalho [additional content supresed]) hoje quando estava chegando ao trabalho. Ela achou estranho o fato de eu estar vindo à pé (será que ela pensa que todo mundo tem automotivos?) e me perguntou se eu morava perto. À sombra da minha resposta afirmativa ela disse algo como: [Edit: Com sotaque baiano] "Pois é, um dia eu estava vindo [de carro] ali na Antônio Carlos, logo depois de virar a Abrãao Caram, e me deparei com um menino todo feliz, caminhando tranquilamente no passeio da UFMG. Aí eu pensei: 'Gente, aquele menino parece o Ari'." "Era eu mesmo, rs" - interrompi. Realmente, eu não consigo esconder meus sentimentos.
Segunda-feira, eu iniciei uma nova etapa no meu novo trabalho. Depois desse período de adaptação, no qual pude conhecer as pessoas com quem trabalho e entender o funcionamento básico da máquina administrativa, comecei um novo desafio. Minha próxima missão será assessorar o próximo diretor da Escola de Música, pessoa com quem terei contato direto a partir dos próximos dias. Carrego um pouco de receio, mas acredito que a confiança que está sendo depositada em mim dará enormes motivos para eu oferecer o máximo de mim.
Sei que a qualificação profissional será importante e é com isso que eu devo me preocupar agora. Tenho de ir em busca dos conhecimentos que serão necessários na minha área de atuação enquanto ainda estou novo e tenho "gás" para estudar. Quase fiz minha inscrição no vestibular do curso de secretariado da Newton Paiva, que aconteceu no domingo passado. É como diz o Yasu em capítulo de Nana: "Sentir a responsabilidade faz você ter conciência sobre sua importância". Mas por hora, não é tempo de buscar o conhecimento universitário, embora ele faça falta de vez em quando. Tenho de me estabilizar antes para depois investir nisso.
Dessa maneira, não poderei me dedicar ao Curso de Especialização em Artes Visuais como tinha previsto. Embora seja um curso à distância, os encontros presenciais são de suma importância e vai ser complicado participar de todos as aulas. De certo, eu gasto um tempo na internet que poderia ser convertido em minutos de estudo na plataforma do curso, mas não estou tão motivado a estudar Artes Visuais agora que assumi um cargo público que me deixou muito satisfeito (talvez se eu estivesse trabalhando na Belas Artes [não, eu não queria trabalhar na Belas Artes] eu teria mais vontade de me dedicar [por hora eu prefiro me dedicar a aulas de piano, mas falo sobre pianos em outro post]).
Semana que vem recebo meu primeiro salário. Espero que os formiguenses em Belo Horizonte não estejam acreditando que eu vou mesmo levá-los à churrascaria do cheiro saboroso próxima à Praça da Liberdade (senão, terei sérios problemas com isso). Espero que o meu legado de pedir dinheiro à mamãe passe a se inverter a partir da próxima semana. E por fim, espero começar a tirar carteira para entrar no mundo da Geralda (rs), afinal, transporte público aqui em BH é funcional, mas muito tenso.

6 comentários:

lucas disse...

...e me deparei com um menino todo feliz, caminhando tranquilamente no passeio da UFMG..
O povo ja ficou rindo sozinho e o povo te estranhando? Acontece sempre comigo...

Thlls disse...

fí, se você pagar uma rodada no rei do pastel a gente esquece tudo =)

lucas disse...

To dentro hein, tmb quero uma rodada (seja la o que for)por sua conta

Tchô disse...

Fechou! E para os amigos de Formiga uma rodada na Hong Kong! #not

gabriel disse...

Prometeu, perdeu mano!

Wálisson disse...

hong kong \o/ carne de cachorro
eu recebi o meu primeiro salário, assustei, chorei, xinguei, e o banco ainda fez o favor de cancelar minha conta...
mto sucesso ae!