terça-feira, 21 de setembro de 2010

Não esqueça de rabiscar no verso

Ir para Formiga tem se tornado um hábito legal na minha rotina de vida. Antes de me mudar para Belo Horizonte, sempre imaginei que jamais teria vontade de voltar pra a minha cidade natal depois que eu "escapasse" dela definitivamente, mas depois que isso aconteceu, pude perceber que estava completamente enganado. A gente sempre mantém vínculos com a cidade onde nascemos e crescemos e, como diria o Iruka-sensei, essa linha que nos liga vai ficando cada vez mais forte e grossa (ui!) com o passar do tempo.
Foi isso que me levou a ir para Formiga mais uma vez neste fim de semana. E desta vez, na companhia especial da minha eterna superior, a quem eu aprendi chamar por um carinhoso apelido que não vou revelar para os leitores deste blog. Porém, devo revelar que me senti maravilhado com a doce relação de carinho existente entre ela e seu esposo. Fico imaginando se eu, aos 60 anos, vou pegar a estrada com minha esposa e ficar brigando docemente com ela na mesma "gentileza" daquele senhor.
Apesar da Marina não acreditar que a Avenida Brasil seria um local seguro para eu pegar um ônibus até o Centro de Formiga ("Aqui não passa ninguém!" - disse ela, ao que eu respondi mentalmente: "Claro, aqui é Formiga."), lá eu fiquei e fui direto à Skirk Land para deixar a box de Pokémon que eu havia trazido naquela sexta-feira. As músicas no violão do Lincoln aquela noite só aumentaram a minha vontade de escutar Superguidis e Moptop e eu pude perceber que algumas coisas realmente vão e vêm, deixando uma doce saudade no coração.
Uma dessas vindas me apareceu no sábado e, infelizmente, eu não pude lhe dedicar a atenção que merecia. Não esperava que fosse tão complicado manter controle sobre um bando de moleques com seus baralhos colecionáveis se divertindo. Abriu-me um sorriso no rosto ver aqueles rapazes se divertindo saudavelmente numa tarde de sábado e quando alguns deles me pediram para organizar um torneio relâmpago de duplas, não pude recusar. Isso me fez atrasar ainda mais o encontro que havia marcado para aquela noite (espero que sinceramente a leitora anônima agora identificada não tenha ficado brava com isso) e, justamente por isso, não pude comparecer a mais uma reunião do Rotaract (que, pelo visto, está se saindo muito bem nas mãos da minha sucessora).
Naquela noite, aventuramo-nos pelos domínios desconhecidos do Rosa Mística, à procura da casa de sua amiga Thaís. Confesso que fiquei assustado com a falta de planejamento prévio daquela moça, mas no fundo achei muito legal a ideia de ir parar lá ao esmo como ela pretendia fazer (meu medo era somente a falta de habilidade dela com a geografia, mas tudo bem). Constragemos a irmã dela com... bem, isso não interessa. O interessante foi a conversa com a Marina (não a mesma do início do post) que justificou o título deste post (uma ideia que nos fez disparar numa risada interminável que fez o resto povo fazer uma cara tipo assim: O_õ). Espero revê-la qualquer dia desses.
E por falar em ver, somente depois que o fim de semana acabou, eu percebi que desta vez eu nem conversei com o meu amigo Lalinho. Acredito que isso só aconteceu porque ele estava se dedicando ao novo projeto de pós, enquanto eu me dedicava aos novos projetos que têm vindo em minha direção nesses tempos. Que isso não se repita no próximo fim de semana que eu for para Formiga, afinal preciso lhe perguntar sobre o post emocionado que ele fez em referência a Santa Luzia. Talvez eu faça um sobre São Valentim ou São Bernardino de Siena qualquer dia desses.

3 comentários:

gabriel disse...

Que que você me ligou?

Lalinho disse...

Pois é, ficamos lá meia hora te esperando na Pracinha e necas do c voltar. Desistimos e subimos.
Mas é foda, sorte que ainda é a distancia o curso imagina se eu tivesse que estar 7 da manha na faculdade me BH e sair de lá domingo 6 da tarde?
EAD rulez

Lucas disse...

Viu como é né, as vezes eu ficava com a consciencia pesada de nao curtir mais a cidade que estou morando agora, mas os vinculos com a terrinha são tão fortes, que é dificil largar.